sexta-feira, 3 de maio de 2013

A mão amiga

A mão que acalentar teu pranto
E colocar na boca um riso largo
Sem a mágoa do futuro no passado
Faz derramar teu próprio desencanto.

Depois de tantos erros do passado
Rever no olhar cansado um olho antigo
Que outrora se fizeram tão amigo
Sem restrinções do peito magoado.

Se possa lhe dizer bom companheiro
Que a amizade nunca se explica
Nem nunca é comprada com dinheiro.

E nasce como nasce um ser humano
Que com grandeza só se multiplica
Exposto à alegria e desengano.


João Ailton ( 20013)


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